9 de agosto de 2013

Por enquanto



Encobertos, os olhos não se permitiam perder de vez a imagem que se estabelecia diariamente nos lugares comuns. Corriam ligeiros na sequência dos movimentos mais sutis. Voavam e voavam. Até pairar onde precisavam chegar. Sentiam o frio da força incansável da imaginação livre e o calor inseparável do desejo que pulsava incontrolável. Quente, queimam, esquentam o gostar. Aqueles olhos apertavam aquela imagem e não a deixavam fugir, correr, escapar. Relaxavam no sorriso largo e branco que se fortalecia a cada passar. Desfile de um lado, desfile do outro. Segue sem ter onde chegar. Por enquanto, por enquanto... 

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