27 de janeiro de 2012

Oito e oitenta

Às vezes sou o complexo daquilo que não sou. Forço o ser para não ser o que, de fato, ninguém compreende. Também quem entende quem é? Ou o que quer? Outras vezes sou reflexo do que transpiro. Nem sempre do que sinto. Sai pelos poros o que o suor nem imagina. Quem diria! Ser tão numerosa quanto o desencontro daquilo que não se pode ter. Estar entrelaçada ao que nem de longe consegue enxergar. Qual nexo do anexo que busco em mim? Sou uma e todas as outras. Loucas num costume de se despedir de si. Insana na simples distância impotente em se manter. Quem quer ter o que já mantém? Contenha o que vem e não me deixe desvestir. Não teria o dom de desistir. Nem que isso me fizesse subverter. Submeter-me ao que nenhum lugar dará? Quem então tenta? Não eu. Sou oito. Muito. Pouco. Depois viro oitenta.

3 comentários:

  1. E quem disse q viver não é absolutamente perturbador?rs Permita-se, viva com esta paixão que sempre lhe foi própria, curta cada instante, sem se importar se oito ou oitenta.
    Q importa???!
    E seja feliz, mto felizzzz!!

    Bjo

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  2. Oi, Lu!
    Mesmo desaparecido por um tempo, não esqueci daqui.
    Também sou oito ou oitenta! Bem mais oitenta do que oito...rsss
    Beijãozão.

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  3. LU DANTAS,

    se você nunca pensou em escrever uma chamada obra de fôlego (livro), faça!

    Eu não costumo me enganar.

    E sabe porque, LU?

    A maioria dos seus textos já não cabem mais no acanhado mundo de um blog, precisam, tal qual as lagartas que se liberam dos seus casulos, a voar,agora, como borboletas.

    Sinceramente, Lu você esta pronta para voar!

    Um abração carioca e belíssimo texto, nossa!

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