É, eu sei. Eu transbordei. Passei dos meus limites que me deixariam à deriva. Transportei-me a um futuro quase invisível. Já diria na iminência do quase impossível. Mas o início, o pontapé para isso foi seu. Naquele dia da chuva fina e das despedidas flutuamos numa história de realeza, castelos e côrte. Cortejada fui. Cortejado foste. De forma calma. Suave como seu próximo voo. Coragem não tive. Admito. Na surdez dos meus receios deixei de lado a chance de andarmos juntos enquanto o tempo permitisse. E como seria? O quanto valeria? Falaríamos do todo que envolve as diferenças culturais, regionais, praticamente mundiais e da distância continental que nos separa. Riríamos das coincidências inevitáveis, dos gostos inconfundíveis, das esperanças desbravadas. Saltaríamos daquele que pareceria um abismo intransponível e poderíamos aterrizar no mesmo lugar. Ah poderíamos! Isso é fato. Levaríamos um tempo para nos adaptarmos, mas seríamos como Marte e Vênus, café e leite, ouro e prata....
27 de março de 2011
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8 comentários:
Impressionante a sua lucidez...
Um beijo imenso!
Aqui, encantado com sua 'casa virtual' tbém, e, voltarei outras e outras vezes...
Abçs*
bem-vinda, Lu!
descobrir novos limites é bom!
Que lindo, lindo mesmo. Parabéns
Brilhante sua escrita, curti d+! Obrigado pela visita, por me trazer aqui =]
Agrande abraço.
...adoro a tua sensibilidade
e intimidade com as palavras!
beijo, querida!
De certa forma, a gente vive voando...
Bjoo!!
Sua maneira clara e simples de escrever no faz continuar lendo.
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