21 de junho de 2009

Lembranças...

Acordei com aquela sensação de que seus braços ainda estavam entrelaçados em mim e que minhas pernas ainda se sustentavam sobre as suas naqueles lençóis quentinhos que nos envolviam há tempos. Nos lábios ainda me veio o gosto doce da saliva que trocávamos nos beijos quase sem fim diante da brisa suave que o mar trazia. Ainda rolei pela cama mais um pouco, tentando encontrar explicações para o passado que voltava sem aviso e não obtive respostas. Não sei se foi o cheiro do café fresco que vinha da cozinha e, como naquele tempo, me sustentava as recordações, o novo perfume usado pelo meu irmão que passeava de um lado para o outro com um cheiro que parecia o seu ou a música que tocava distante e trazia o tema que um dia foi meu. Fechei os olhos e tentei imaginar como tudo aquilo que um dia foi bom me separou de mim. Afogou-me. Afastei a dor que a lembrança insistia em trazer e me concentrei nos momentos felizes que conseguimos viver. Lembrei da primeira viagem, ao som do U2, numa estrada só nossa. O quarto de paredes brancas e de cama macia, a piscina ainda quente e o mar tranquilo logo à frente, o vinho rubro e a massa saborosa, a cidade histórica que batia à nossa porta. Lembrei das brincadeiras, das besteiras quase infantis que divertiam. Da cantoria no carro, das apostas e do sarro que tirávamos de nós mesmos. Dos carinhos, dos abraços, das manias e das risadas. Quase intermináveis. Da cama, mesa e dos nossos banhos. Dos apelidos, dos gemidos, da entrega. Fomos dois num só por muito tempo. Fomos felizes, sim. Eu concordo e pronto.

12 comentários:

  1. Lu.
    Com essas recordações, não seria hora de tentar um retorno aos bons tempos?
    Pelo que você escreveu, foi bom demais.
    Eu tentaria!
    Um beijão!

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  2. ahh coisa boa sentir isso isso e vida em ação....srs xero fofix!

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  3. Lu,

    Quando a entrega é perfeita, não tem espaço pra tristeza. Essa noite deve ter sido maravilhosa e os gemidos foram testemunhas da felicidade consumada.

    Beijo grande, menina linda.

    Rebeca

    -

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  4. "Tempo rei, oh tempo rei, oh tempo rei! Transformai, oh pai o que ainda não sei..."
    Concordo em recordar bons momentos, quer dizer q vivemos, curtimos, aprendemos, arriscamos, existimos!!

    Adoro "te ler"!!
    Bjs mil, Lu ;)

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  5. Oi Lu,

    Nossa essas lembranças quase táteis, que tem, sabor e cheiro de um passado bom, cheio de memórias que nunca se vão por completo e que de vez em quando teimam em fugir da gaveta em que a colocamos.....é difícil, mas, como vc disse, vcs foram felizes, não importa o tempo que durou, mas, foram!!! e quem sabe não fiquem juntos de novo, a gente nunca sabe para que lado o vento vai soprar, não é mesmo???

    Bjinhos

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  6. Eu lembrei de muitas coisa
    Lembrei de um outro tempo
    Me lembrei ideias vagas
    Eu lebrei de um sentimento
    (Um dia)

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  7. muito bom o texto.
    saudades , recordações, vontades...
    mas a vida não para, e o amanhã pode ser a surpresa boa que vai chegar...
    Apareça, gosto de vc por lá.
    Maurizio

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  8. apareça no meu outro blog, vai ser legal ter vc por lá.
    Maurizio
    *mande teu email, te mando um convite.

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  9. Tente...Tente sempre querida!!

    Beijos de luz! E continue escrevendo.


    Te espero no Brisa Feliz!

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  10. Só não deveríamos, encerrar nosso presente,no passado e isto fica plenamente fora de cogitações, quando no texto lemos, a afirmação de que "FOI BOM E PRONTO".

    Então, no presente, reconhecemos que algo aprendemos no passado, e este não está - tal qual um bombom recheado de veneno - gerando ódios nem sentimentos que apenas estressam e acabam com nossas motivações existenciais.

    A afirmação de que foi bom,abre as portas do futuro, não encerra a vontade de recriarmos nossa existência, de lutarmos pela nossa adequação aos novos tempos, e concebermos de que o homem nasceu para ser feliz.

    Como somos seres em constante processo de transformação e apredizado, eu a felicito por poder olhar para trás e não precisar fechar os olhos.

    Livrou-se do sadomasoquismo comum , que algums costumam ficar ruminando, pelos relacionamentos afetivos passados.

    Isto é sinal de equilibrio psíquico.

    Se atentar-mos, objetivamente,veremos naqueles que um dia tiveram suas imagens determinantes, nas nossas vidas, acabaram, hoje, em nossas novas realidades e representam pessoas inteiramente distintas daquela que conhecemos.

    Esta é a grande virtude do amor:Ele acaba,quando acaba! Se dilui e evapora das nossas perspectivas afetivas, o que nos livra de um garrote terrificante, e principalmente, da obrigatoriedade de termos que morrer,para o mundo, quando ela acaba.

    Lu, sempre que você olhar para o céu, verá como são infinitas as suas possibilidades.

    Um abração, bem carioca!!!

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  11. ola querida...tem um selinho pra ti no meu blog....

    bj

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  12. Lu,

    Saudade quando vem é tinindo... e essa chave é embaixo de sete chaves.

    Beijo imenso, menina linda.

    Rebeca

    -

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