6 de maio de 2009

Sufocada na dor

Nos últimos dias, ela andou entretida com a dor. Dor física. Que paralisa respiração. Aponta no ventre como uma lança que fere no âmago. Dor situada no centro, que se esvai pelos lados. Às vezes, reta, da direita. Noutras, nada providente, de esquerda. Dor da partida. Dor da chegada. Dor na esquina. Na emboscada. Daquela que pulsa profundo, enviesada. Dor que suplica aconchego. Dor que pede regaço. Dor que só passa no abraço. Daquelas bem duras, que circulam ligeiras. Dor que pressiona. Que expurga. Que vira e mexe à altura da cintura. Dor quase do parto. Dor que se parece com o infarto que só o coração sente. Impetuosa. Áspera. Desagradável. Quase indefinível. Dor aguda. Dor da carne. Daquelas que só uma mulher sabe.

7 comentários:

  1. Coitadinha! O que foi isso?

    Espero que ela esteja melhor

    Bj

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  2. apesar de falar assim tão esclarecidamente sobre a dor, ainda assim ficou muito bom.

    bjosss...

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  3. "Ela" é forte. Tem superado as dores da alma, e agora as dores físicas.
    Ô mulher de fibra! Por isso admiro-a muito.
    Beijinho de passar dor!

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  4. Precisamos mesmo sofrer, sentir dor para aprendermos? Não acredito nisso. Sei que faz parte, mas não podemos nos entregar a dor. Podemos trilhar melhores caminhos com mais sabedoria e calma!
    Bjs mil para palavras aconchegantes,
    Lu ;)

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  5. Ai Lu, esse tipo de dor não tem "ai". Esse tipo de dor a casa não cai... Esse tipo de dor é muito dolorida, acho que a pior dor.

    Mas olha:

    Manda às favas e mostra que remédio pra dor é sorriso aberto na alma.

    Adoro você, viu?

    Beijo enorme.

    Rebeca

    -

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  6. Toda dor é ruim, e essa é dessas que doem a valer!!!

    Mas, como todas as outras, passa!!!
    tenha certeza!

    bjinhos

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