4 de abril de 2009

Convite

O telefone tocou e, do outro lado da linha, aquela voz rouca fez o convite que Diana tanto esperava. Ao som do que lhe invadia o ouvido, uma energia de sensações incandescentes desceu pelo corpo e girou por todos os lados. Desejo. Pulsação. Entrega iminente. Correu para a ducha fria, quase afogou-se de tanto imaginar aquele momento em que o corpo não se contém. Com as mãos trêmulas, fechou a torneira, passou a toalha levemente pelo corpo e se perfumou. Mais alguns minutos e estava pronta. . O barulho do carro anunciava sua chegada. Ela ainda se ajeitou antes de descer, abrir a porta e sentar. "Para onde vamos?", disparou ele, de tão ansioso, tonto com aquela beleza, antes dos cumprimentos cordiais. A boca queria se entregar àquela saliva quente e envolvente, mas se conteve. "Não sei", respondeu ela. Queria carinho, suavidade, doçura, colo. Não era a mulherzinha chata que veste rosa e nem um pedaço de carne apetitoso de encher os olhos. Estava ali. Quente, febril, claro. Mas precisava de estímulos para voltar ao que era. Seguiram mudos, entre um comentário e outro, num silêncio sepulcral e quase desconhecido. Não se viam há algum tempo, é certo. Mas a intimidade não se perdia assim. Ele resolveu, então, parar naquele bar conhecido. De muitas histórias e recordações. "Lembra daqui?", perguntou com tom saudoso. "Como eu poderia esquecer..", derreteu-se ela. Sentia um nó na garganta só de lembrar daquela noite em que começaram a dançar juntos na pista e, numa sintonia perfeita, encerraram as canções preferidas numa cama de casal. Desde então, não mais se largaram, apesar da última briga. Banalidade. Perda de tempo. Ela decidiu que chegava ao limite aceitável e fez a proposta: "Ou seguimos juntos ou paramos por aqui". Firme e forte, Diana não recuou, apesar do medo demonstrado por ele de se lançar. "Essas são as condições", frisou ela. Se ele queria mesmo casa-comida-roupa-lavada teria que fazer por onde. Ela queria mais. Ele parecia ter medo de menos. Mas suspirou fundo, deixou o coração acalmar e fez a emoção falar: "Sim. Sigamos juntos". A noite iluminou-se ao som da canção preferida e, novamente, naquela cama macia, o casal retomou a história de onde havia parado.

4 comentários:

  1. o amor supera tudo, só n vale fazer alguém sofrer,
    bom fim de semana.

    bjosss...

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  2. Para onde vamos?
    Não sei....

    hahahahah

    Não sei é ótimo... (GB)

    Quer saber? tem que ter muita coragem pra seguir viagem em dupla. Muita. Principalmente neste nosso mundo de histórias perecíveis.

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  3. obrigada pela visita no blog. volte sempre. já temos post novo.
    muito legal seu texto...bjsss

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  4. Virei fã dos seus textos.
    Já colei lá no blog.
    Absss!

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