1 de abril de 2009

Palavras

Nossa língua portuguesa é tão extensa, intensa e profunda que, às vezes, as palavras se confundem em seus significados e se perdem para algumas pessoas. Nem estou comentando a reforma ortográfica. Mas tem gente que não entende o que é conotação e leva tudo ao pé da letra. Há quem não se conforme apenas com os exageros da hipérbole e quase sufoca de tanto tentar. Também existem aqueles que usam apenas de eufemismos para minimizar situações. Outros que invertem e revertem cada hipérbato. Ou até mesmo os que fazem de sua vida uma metáfora. Tem gente de toda forma e algumas que se tornam, especialmente, hilárias.

Após um discurso inflamado na reunião de condomínio, dona Marta se levantou e foi contida pela vizinha. Dona Regina encheu os pulmões, satisfeita com tudo o que amiga falou, e provavelmente não pensou ao pedir: "Uma salma de palmas, por favor". Silêncio. Constrangimento. Marta, sem graça, tentou disfarçar e corrigir delicamente a companheira de guerra: "Não preciso de salva de palmas, obrigada".

Clodoaldo Dolarino era um homem tinhoso, de personalidade forte, que construiu um império com suas próprias mãos calejadas. Seu filho, no entanto, parecia descansado demais, não queria estudar, trabalhar... Seu desejo era viver às custas do pai. Irritado, foi ter uma conversa com o filho. "O que pensa do futuro? Precisa escolher uma profissão, um caminho", apertou ele. "Eu? Vivo bem, pai. Faço juros ao seu nome". Hein? Hein? Juros? "É agora que você vai levantar para ir para a faculdade e aprender matemática de uma vez por todas. É faço jus ao seu nome!!!!".

Sandrinha era uma mulher sensual, mas tinha vergonha de assumir determinadas posturas na cama para agradar seu homem. Por mais que quisesse, ficava corada, rosa, vermelha e não conseguia pôr em prática o que planejava. Letícia, a amiga de todas as horas, aconselhou: "Vai! Arrisca! Se ele pedir para colocar a cinta-liga, não se faça advogada!". Na hora, Sandrinha não entendeu o que a advocacia teria a ver com seu relacionamento e soltou uma risadinha ao decifrar o que aquilo significava: "Não se faça de rogada, você quis dizer...". Riram juntas.

Mas o pior foi o dia em que a prima de Renata teve a oportunidade de conhecer o seu namorado. Falante, ela puxava assuntos para se mostrar simpática e deixar o rapaz à vontade. Até perceber que um dos olhos dele estava muito vermelho. "Nossa! O que houve com seu olho direito? Irritação?", perguntou. "É que fiz um transplante de córnea e isso acontece às vezes", explicou. "Nossa! Impressionante como você conseguiu um verde tão igual ao outro"! Hein? Hein? O que? Sem graça, Renata difarçou e mudou de assunto. Já conhecia a prima muito bem...


6 comentários:

  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKK

    A -D-O-R-E-I!

    A garota do transplante de córnea foi d+!!!!

    Como sempre tudo é ótimo aqui!

    bjinhos

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  2. rsrsrs, boa!!

    bjosss...
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  3. HAHAHAHAHAHAHAHA

    E tome escorregão!

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  4. Lu
    É por isso que tem tanta gente fazendo cursos de inglês e esquecendo do nosso bom e velho português. É mais fácil!
    Gostei muito do post...e do blog, é lógico.
    Obrigado pela visita, e volte sempre!
    Absss!!

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