13 de abril de 2009

Por que tanta maldade?

Às vezes, eu fico tentando entender até onde vai a maldade das pessoas e por que ainda precisamos passar por tantas provas nesse mundo. Tudo bem..tudo bem..eu acredito mesmo que estamos aqui, resumidamente, para expurgar e, a partir daí, melhorar e subir mais um degrau na nossa evolução. Pelo menos é essa a fé que eu sigo e, é claro, não imponho a ninguém. Até poderia propor a sempre tão polêmica discussão sobre religião, crenças, futebol, política, música, gostos e preferências em geral. Mas não é esse o caso. Só queria expressar, na verdade, como me causa náuseas, indignação, vergonha mesmo perceber a crueldade fria no outro. Pelo simples desejo de ser cruel. Por não ter sido atendido ou estar incomodado com algo. Isso para falar na relação entre os homens. E quando a perversidade é contra os animais indefesos? Meu Deus...sinto um aperto no peito, uma falta de ar, uma sensação de que vou desfalecer... O gato da vizinha da tia da minha amiga sempre foi independente como a maioria. Tico era branquinho, peludo e com olhos cor de mel. Meigo como ele só. Gostava de passear por onde queria na sua liberdade habitual e sem afrontar ninguém. Afinal, não fazia muito barulho, não ameaçava nem os ratos. Tranquilão, ele era alvo constante das traquinagens dos meninos da rua e conseguia se esquivar bem. Mas provavelmente não foram eles que, num final de noite, tiveram a coragem de jogar uma panela de água quente no pobre coitado. Os urros de dor estridentes e a imagem chocante devem estar ecoando nos ouvidos e na mente de quem presenciou. O bichinho foi atendido prontamente, está recuperado, mas passou a ter pavor de gente. O cãozinho Celo da melhor amiga da nova namorada do meu primo também sofreu. Por instinto, o vira-lata foi se aproximar de uma cadela que estava no cio, após pular o portão de casa, quando foi surpreendido a pauladas, sem piedade. Na cabeça, nas pernas, por todo seu corpo. Ficou tão atordoado que não teve reação para fugir e ficou praticamente inconsciente no chão. Também foi socorrido. Teve traumatismo craniano e precisou amputar uma das pernas. Ficou com traumas e se arrasta com dificuldade para andar. É aí que volto a me perguntar: Por que? Se ainda há coragem para maltrar os dominados, os submissos, os fracos, os facilmente oprimidos, onde vamos parar? E aí tento refletir...vejo que o mal é a total ausência do bem realmente e quero crer que a maldade não será permanente ao homem...até porque imagino que ela é proveniente da ignorância. Não apenas da falta do saber, de pouca inteligência, mas da ausência da consciência do futuro e do resgate que se faz necessário a todos, do não-amor ao próximo e da banalidade dos sentimentos...tantas faltas..A partir do momento em que o homem evoluir, já poderá ser capaz de dominar suas más inclinações. Não sei quando, mas tenho fé de que um dia a solução para tudo isso chegará...

Não era sobre isso que queria escrever, mas o desabafo foi saindo, saindo, saindo...

3 comentários:

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  2. Olha, eu fico muito indignada com isso também. O que eu NÃO SUPORTO em um ser humano (se é que merece chamar-se assim) é a frieza, o desamor e o anti-sentimentalismo. Quando paro pra pensar nas brutalidades das pessoas sem-sentimentos que existem, fico inquieta, triste. Choro, sofro, dói muito. Mas a gente vai fazendo a nossa parte, né? Acho que se quem tem coração passasse a pensar que não é só mais um e sim MUITO MAIS QUE UM, o mundo andaria e faríamos uma grande corrente. Porque se eu começar a corrente e você não me ajudar, não me der as mãos, como ela progredirá? Precisamos um do outro.

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  3. ai, nao queria ter lido isso...
    mas fez bem vc em escrever sobre a real miséria humana. odeio essa gente. odeio. odeio.
    saudade das minhas bichinhas que chegou a doer agora.

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