17 de março de 2009

Solteirice, na grande maioria das vezes, é opção para as mulheres. Não é tão impossível e inviável, hoje em dia, num mundo tão moderno, ter um namorado. A questão é que não queremos qualquer um. Queremos "o". Cheio de qualidades, habilidades, delicadezas, gentilezas, amizade, segurança, estabilidade, fogo, desejo, tudo tudo tudo...Montamos um ser perfeito e quase superior, alimentamos nossos sonhos e expectativas e saímos em busca dele. Procuramos aqui, analisamos acolá. Até nas calçadas do outro lado da rua, tentamos vislumbrar uma possibilidade de bater o olho naquele que poderia vir a ser a perfeição encontrada. E nada. Comparamos todos os que passam pelas nossas vidas com o perfil estipulado. A cada um que aparece fora das características, fechamos a porta sem, ao menos, dar-lhe a chance de apresentar seu eu. Fantasiamos na livraria, no aeroporto, no restaurante, na boate, no ônibus, na rua, no boteco, onde quer que seja. Confiamos que ele nos olhará nos olhos e saberemos, com aquela sensação única, que estamos diante dele. E seguimos à procura. Passam os normais, os complicados, os mais novos, os mais velhos, os sabidos, os tímidos, os safados e nada. Continuamos na busca daquele anjo encantado, que chegará voando do alto sob a luz reluzente. Sobrevivemos e perdemos  tempo assim. Até perceber que toda essa projeção não serve para nada. Não é a vida. Não é o comum. Não é a vibração. Não nos levará a lugar nenhum. Que ele não é perfeito. Pode estar em qualquer lugar e chegará quando nos deixarmos encantar, conquistar, conviver, relaxar, sentir. Sem roteiros, medos, ansiedades, paranóias, receios, prognósticos, parcialidades...     

Fiquei com uma vontade de ouvir "When I Come Around", do Green Day...

Um comentário:

  1. Aì sabe o que a gente faz? Pega sempre o(a) pior que poderiamos...rs

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