2 de março de 2009

Recentemente reencontrei uma amiga de infância, daquelas de fé com quem trocava aquelas cartinhas de amizade eterna, que guardo até hoje numa caixa intocável há anos, e que tomou um rumo diferente do meu na vida e, por conta disso, nos afastamos. Mesmo depois de tanto tempo, parecia que éramos aquelas menininhas inquietas, que iam juntas para a quadra, que faziam a "jogadinha americana" nas aulas de vôlei, que tinham jogadas entre pivô e ala direita no handebol, que ficavam fofocando sobre os amores, sabores e dissabores intensos para época e tão simples, analisando agora. Lembrei dos fatos, mas não de detalhes. Conversamos uns 15 minutos sobre vida, onde estamos, o que fazemos, coisas assim, e terminamos com aquela promessa de que nos encontraríamos novamente e marcaríamos um chope um dia desses...como boas cariocas que somos, já sabemos que essa promessa de "até um dia", "vamos marcar algo", "vamos nos encontrar", são sinônimos de "Adorei ver você". Por que será que os cariocas costumam fazer isso? Pensei em várias respostas e descartei todas elas, pois o comentário é sempre sincero. É verdadeiro. Queremos realmente nos encontrar novamente. Só não colocamos em prática. A vida é corrida, o trabalho é intenso e deixamos a vida passar. Vou repensar e tentar mudar isso.

Durante a semana, fiquei tentando lembrar de detalhes, dos pequenos mesmo, de minha infância mais remota e, como já sabia, minha memória definitivamente é algo inexistente. Não sei se outras pessoas são assim, mas fico preocupada com isso constantemente. Não lembro de quando era muito pequena, nem dos anos que acompanham a infância, nem tudo da adolescência e posso dizer que muito pouco dela, algumas coisas da juventude e, do presente, meu Deus, nem se fala. É impressionante como as imagens que surgem na minha mente parecem, às vezes, como um filme que não tiveram relação com minha vida. Me assusto inúmeras vezes quando as amigas lembram de fatos dos quais participei e nem me resta um relâmpago de nitidez dele. Esqueço até dos resultados e jogadas dos inúmeros jogos de futebol que acompanho e presencio toda semana praticamente. Não. Não são casos de amnésia alcóolica. São fatos corriqueiros, do dia-a-dia mesmo. Não. Não uso drogas. Até consegui parar de fumar depois de tantos anos. Não sei o que pode ser. Se alguém tiver uma sugestão.....

Acho que uma coisa que não sai da minha mente é música. Impressionante. Lembrei de "Déjà Vu", da Pitty. E outra dela que não tem nada a ver, mas que gosto também: "Na sua estante".  

  

5 comentários:

  1. Porque voce me faz perguntas de vestibular?rsAinda não li o texto... amanhã volto pra ler.

    Beijo

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  2. Primeira vez por aqui e achei o texto bem interessante... é incrível como algumas meninas tentam deixar de recordação os recadinhos no papel...
    Eu mesma tenho uma latinha de biscoito cheia de recadinhos, poemas, e etc que trocava com meus amigos de infância...
    Que hoje só me restaram isso de lembrança mesmo pq, quase não os vejo, ou falo com eles a não ser por orkut e rarissimas vezes pelo msn maa, pessoalmente só as recordações...

    Bjks:.

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  3. Lembrar de perguntar como encontrei teu blog tu lembra a cada comentário!
    Memória seletiva de mulher...rs

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  4. É de vestibular porque eu não lembro!rs

    Vida pós morte? Pô eu to com um material, q se eu te falar você vai dizer que é mentira...

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