19 de março de 2009

Quando Lirit ouviu aquele convite aparentemente improvável e impossível de acontecer, não sabia o que fazer. Sorriu, sentiu uma quentura por dentro, quase não cabia em si. Ao mesmo tempo, sentiu medo. Não seria uma decisão tão difícil. Pelo contrário. Seria fácil. Apenas deixar-se levar pela confiança estabelecida há tempos. Talvez um pouco complicada de um ponto de vista. Quem sabe um tanto duvidosa por motivos amenos. Mas isso poderia se tornar uma questão adiante. Por enquanto, o melhor era estender essa sensação. Foi como ganhar a promoção desejada. Foi como sentir o frio da descida da montanha russa. Foi como ganhar um presente inesperado. Foi como subir num balão até o céu azul. Foi como um banho de cachoeira gelado. Foi como pular de pára-quedas de tanta adrenalina. Foi como reencontro após tamanha saudade. Foi como o sabor de uma festa surpresa. Foi como ganhar um buquê de girassóis numa noite enluarada. Foi até como ganhar aquele beijo roubado e inesperado. Foi como entender que a vida apresenta oportunidades que, às vezes, não podem ser desperdiçadas. O barco pode passar apenas uma vez e, então, é melhor não perder o embarque. Lirit quer conhecer o novo, apesar do receio. Quer sair por aí, descobrir o mundo. Pular das asas claras num voo profundo. Viver livre mesmo com rumo traçado. Ser simples e revoltar o passado.

Sem som por hoje.

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