6 de março de 2009

Num papo com um amigo, ouvi o seu desabafo sobre as diferentes atitudes entre um homem e uma mulher diante do mesmo fato. "Poxa..eu descobri que encontro paz apenas em ficar com o meu corpo ao lado do dela..", confidenciou. "É, eu entendo", respondi. "Já ela continua remoendo o que ainda não foi digerido em vez de aproveitar o momento. Diante de questões ainda não resolvidas, não se entrega totalmente", contou ele. "Entendo também", respondi, com uma vontade de dar aquela risadinha. Por mais minutos, continuei como ouvinte quase atenta revivendo um filme que tinha visto anteriormente. E sabia, inclusive, que isso não ia acabar bem, se ele não tomasse uma atitude definitiva e se posicionasse como pedia ela. Principalmente porque sou mulher. Que mulher não passou por isso? Quem não relevou por algumas vezes até chegar ao limite aceitável para não perder sua identidade? "Lu, está me ouvindo?", perguntou em determinado momento. "Mais do que isso. Tentando ver todos os lados", disfarcei. Lados. Quem está do lado de quem? É verdadeira a afirmação de que "homens são de marte e mulheres são de vênus". Enquanto homens são visuais, sexuais, individuais, as mulheres são sentimentais, expansivas, multifuncionais. Sem resumir, limitar ou diminuir as muitas outras qualidades de cada um deles. Vivem em batalhas pelo mesmo objetivo ou para vencer alguma queda de braços. Seguir na mesma direção é possível. Difícil é segurar o volante e manter-se nessa estrada. "Lu, o que vc acha que posso fazer?", indagou com um olhar confuso. "Amigo, é difícil opinar nesta situação. Só acho que precisa ser verdadeiro. Em todos os pontos, entende, né", respondi, evasiva. Não queria comentar a história de ninguém. Não estava sentindo na pele por nenhum dos dois. Mas já senti. Cedi o quanto foi possível, mas não pude continuar. Desisti. Não tive a intenção de moldar o outro. Só não podia me anular. É preciso que os dois abram mão de algo e harmonizem a relação. É tão complexo explicar. Só sabe mesmo quem sente. Foi bom enquanto durou e doloroso quando acabou. No entanto, passa. Não deixa traumas. Não guarda mágoas. É bom aprendizado.

Aqui no fim, comecei a cantarolar "Vai", de Ana Carolina. "Pois então vai! A porta na verdade nem existe. Sai! O que está esperando? Você sabe voar....". Acho uma boa sugestão para quem quer tomar atitudes.      

2 comentários:

  1. Luciana

    Parabéns pelo blog. É muito bacana.

    Beijos

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  2. "Quem está te segurando... você sabe voar"

    Amo essa música...

    Cara esse pensamento é bem aquariano. Não é todo mundo que entende e acha simples assim.

    Beijocas

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