17 de fevereiro de 2009

Pelamordedeus alguém me diz que consegue ver além do que vê. Não é ser impaciente ou intolerante. Longe disso. Mas a ignorância nem sempre é falta de informação (Deus nos criou a todos simples e ignorantes e com o potencial para evoluir, como acredito). É que, muitas vezes, alguns têm preguiça de refletir e até de pensar. Eita como tem gente assim por aí. 

É a moça da companhia telefônica, que nem sabe o motivo da ligação e já pedindo todos os seus dados. "Moça, só quero saber se para pegar um novo telefone terei que assinar contrato de um ano mesmo com as novas regras da telefonia". Um minuto, por favor. Tum-tum-tum.  Número do telefone e DDD. "Não, moça. Só quero essa informação". Para isso preciso dos dados. "Mas essa pergunta não é simples?" Só com o número, senhora. "Tudo bem". Alguns segundos depois de digitar meus dados, ela volta. Vou transferir a ligação para o setor responsável....depois de repetir todos os dados e antes de ser novamente transferida, desliguei. 

É o moço da loja de roupa que empaca quando é preciso trocar o presente de aniversário. Geralmente quando uma pessoa resolve presentear a outra não guarda a notinha pensando que ela vai precisar na troca ou que seria legal divulgar o tamanho do seu gasto. Então, pensava eu que seria de bom tom (como diria minha mãe) ser compreensivo e entender que um aniversariante tem o direito de escolher uma blusinha menor ou maior de acordo com seu corpinho. Depois de uma fila com, pelo menos, seis pela frente. "Moço, não tenho a nota porque acabei de completar mais uma primaverinha". Mas preciso do recibo. "Moço, quando você ganha um presente, isso vem de brinde na sua caixinha? (Tudo no diminutivo para ser mais gentil)". Mas são as normas da loja. "Moço, entenda. Essa blusinha não ficou muito boa em mim. Ganhei de presente e gostaria de usá-la até para prestigiar quem me deu. Se eu pudesse faria uma plástica para não ter que passar aqui. Já que isso não é possível, dá para facilitar a minha vida?" Vou consultar o gerente. Alguns minutos depois...Tudo bem. Você tem o direito de trocar, mas tem que ser do mesmo modelo e cor. "Moço, se não tiver o meu tamanho na mesma cor, qual a sua sugestão?" Um momento, por favor. (Será que não dá para pensar sozinho uma vez?) Mais alguns minutos depois. Tudo bem. Troque pelo o que achar mais confortável. "Só para confirmar: posso usar apenas o valor como referência?" Como, senhora? "Nada, grata".

Ufa..ufa..para relaxar e lembrar com saudade infinita da minha amiga que está no país dos duendes, o melhor seria ouvir Los Hermanos. A escolhida para a ocasião: "Além do que se vê". Cantarolar um pouquinho pode ser relaxante.."É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê..lá..lá...lá...Em muitos casos é preciso mais do que isso, viu!

Saudade, migutita. Los Hermanos pra vc!
  

Um comentário:

  1. "Moço, quando você ganha um presente, isso vem de brinde na sua caixinha?
    Conheço bem esse diminutivo. To rindo muito.

    É, tem hora que é melhor abstrair e ouvir os barbudos. Mas para fazer jus à trip: U2!

    Diretamente da terra dos duendes,
    Mariana Jucá

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