27 de fevereiro de 2009

Para um bom entendedor, meia palavra basta. Ou para quem saber ler, pingo é letra. Acho que nenhum ditado é suficiente quando a incoerência do texto fala mais alto. Quem trabalha com as palavras sabe o que estou tentando dizer. O caso foi assim. Fulaninho não apurou uma notícia, ouviu o galo cantar em algum lugar que nem mesmo sabia direito onde e para não ficar atrás dos que se achavam interados do assunto, resolveu dar sua versão do fato que não viu. Meteu os pés pelas mãos e teve que mostrar as mãos vazias. Pior. Tentou de várias formas encontrar explicações, mesmo sem saber por qual caminho, e teve que admitir o erro e enfiar a viola no saco. 

Quem acha que casos assim não acontecem, se engana. Há a história de quem contou um fato sem ao menos ter seguido as normas que certamente aprendeu ao estudar e escreveu o que queria, de acordo com a sua imaginação, e ainda com perguntas e respostas. Também teve que ouvir sermões e a fama do profissionalismo duvidoso o persegue até hoje.

A culpa, às vezes, nem é de quem tem a possibilidade e o espaço para escrever. É de quem permite que a responsabilidade caia no colo da total falta de experiência. Há também tão famoso "gato-mestre", que acredita saber de tudo, mas nem imagina que não sabe da missa a metade. Ai ai. Pobre, pobre. 

Descobri isso ao passar para o outro lado. Onde a apuração não é mais totalmente fundamental. O importante é divulgar fatos, coordenar palavras, aconselhar discursos, desfazer falsos textos, entre muitas outras coisitas mais. É um desafio diferente, mas com muitas revelações. Algumas impublicáveis.

Uma delas é que o futebol pode ser, algumas vezes, uma mentira. Sem mais.

Zeca Pagodinho, me salve! "Brincadeira tem hora. Juro por Nossa Senhora. Brincadeira tem hora".    

Um comentário:

  1. Mais um belo texto... e englobando futebol? hummm bueno!

    Ontem estava pra sair do trabalho quando chegou uma notícia: A energia será desligada no prédio sábado as 23 e religada domingo as 06:00. Pedi pra averiguarem a veracidade, o que não foi feito. Corre-corre pra ligar todos os servidores no No-Break o que atrasou minha saída em mais de uma hora. Faltaria energia somente do décimo quinto andar pra cima.

    Moral? Trabalho do décimo primeiro.

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