20 de fevereiro de 2009

Nem sempre quem ajuda está fazendo o bem. Tudo depende da situação. Se a ajuda oferecida é sinônimo de subserviência e anulação, fazendo de tudo e impossibilitando que o outro enfrente as dificuldades a ponto de estagnar, geralmente isso é motivo de desconforto para as pessoas que conhecem e observam os fatos. O mais grave é quando aquele que adota a postura submissa, sem medir esforços e perder praticamente a identidade, não percebe o que acontece a seu redor. Vira um fantoche, movimentado ao bel prazer de quem o usa. Às vezes, aquele que se humilha nutre uma afeição ou um sentimento platônico ao outro e não enxerga que está sendo, de certa forma, apenas útil naquele momento. E que dificilmente vai alcançar o que deseja intimamente. Vai ficar frustrado, vai viver infeliz com as migalhas colhidas. Tenho pena de pessoas assim. Mais do que isso, tenho dó. O problema é quando uma pessoa assim é do seu círculo. Como dizer que está incomodando muita gente? "Ei, será que você ainda não entendeu e não se toca?". É que, na verdade, a amizade pode ser confundida com facilidade pelo fato de existir a doação. Difícil fazer com que enxergue, entenda e realmente auxilie da forma correta. A vida vai se encarregar dos rumos dolorosos e, quem está acompanhando com angústia de fora, aos poucos, vai se distanciando.

Ao bater ali em cima o ponto final, a música surgiu melodicamente nos ouvidos..."Trama em segredo teus planos, parte sem dizer adeus..". Na voz inconfundível de Djavan, Coração Leviano. Hoje, por acaso, eu o vi quase de relance quando dirigia seu carro na Barra. 

Só peço a Papai do Céu que ilumine os caminhos daqueles que se enquadram nesta questão.

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