18 de fevereiro de 2009

Não sei como ainda não me acostumei com o egocentrismo dos outros. Nem com o meu. É assim: achar que o mundo gira ao redor e que o movimento das coisas está diretamente relacionado ao seu. Às vezes, é apenas uma forma de expressar algo que ficou para trás ou que não teve um autor claramente  definido. É um tal de "só porque posso ir à praia no dia de folga, o sol resolveu se esconder" ou "todo mundo fez aquilo porque sugeri" ou até "ele só voltou atrás por conta da conversa que tivemos" e tb "ele faz isso só para me agradar"...e quem sabe "só eu sei fazer isso da forma exata". Confesso que já me peguei em situações deste gênero, acreditando que estava no topo e era dona dele. E que ninguém tinha vontade maior do que a minha. Mas entendi que os últimos serão os primeiros e que o merecimento maior é atravessar a porta estreita. Sem falar que exercitar a humildade é o grande mérito. Apesar de saber o quanto é difícil dominar essa bagagem que carrego de outras vidas, assim travo minha luta contra essa tal vaidade. "Ei! Eu tô aqui no centro do corpo, mas não sou o centro do mundo", me disse uma vez meu umbigo. "Ei! Não vai cair na real?" JÁ ENTENDI! Gritei, certa vez. Pensava que era a última do universo a ser assim. Mas sou só mais uma...Ufa! Para quem ainda não fez, desabafar faz bem..reconhecer faz melhor ainda...isso me livrou de pesos e me levou a pensar no som suave de algumas músicas do The Nixons. Mais uma banda americana. De Oklahoma, desta vez. Com início na década de 90 e conhecida como ícone do pós-grunge. Quem já ouviu "The Fall" sabe o que estou falando. Ou mesmo "December", "Sad Sad me", que é um pouco triste, mas a melodia me encanta. Tb "Saving Grace" e "Sister" podem animar o ambiente. Vou ligar o som e ouvir todas elas bem alto!  

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