26 de fevereiro de 2009

A exatidão do acaso, às vezes, me confunde. O que será que existe? Na minha opinião, ele não existe. Não é que o caminho já esteja traçado. Mas o que não estava escrito, escreve-se com atos e escolhas. É o vai-e-vem da vida. É como a direção sempre certa do vento, o ritmo regular do relógio, a série constante de ondas, o amanhecer e o entardecer cronológico do sol, a iluminação noturna da lua, o brilho claro das estrelas, a sintonia inconfundível da música, a largura impensada das passadas, a luz da vela que se apaga, a calmaria sonora do campo, a agitação silenciosa da cidade, a rigidez da pedra, a maciez das nuvens, o frio do gelo, a quentura do fogo que arde em mim. Estão sempre aí e nada disso é ao acaso. O caso é que meu destino parece sem rumo, mas sei onde posso chegar. Vou pra lá. Ainda longe de mim, tão perto do tempo que ainda não chegou. 

Uma inspiração que nem sei de onde veio e nem muito menos para onde vai. Só quero ao meu redor o que realmente me motiva e interessa. Isso até me lembrou Lenine novamente. Desta vez, "É o que me interessa". 

Realmente me inspira ainda mais - "Daqui desse momento, Do meu olhar pra fora, O mundo é só miragem..."

Vou transformar o que for para seguir o caminho.  

Um comentário:

  1. Lu, esse é o gostoso da vida. As escolhas. Lembre-se: Deus deu o livre arbítrio até aos anjos.

    Beijos

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